Escrever é de uma tremenda pretensão.
Todo mês é lançada no mercado uma quantidade bastante grande de novos livros. Seria impossível, até mesmo para um especialista em leitura dinâmica, acompanhar todas as novidades que o mercado editorial produz.
Claro que existem os livros do estilo quem-leu-um-leu-todos, mas ainda assim o número de títulos existes não fica menos assustador. É muito livro, mesmo se formos considerar os "essenciais".
Por isso jamais reclamei da audiência deste blog. Eu me sentiria péssimo em saber que fiz com que muitas pessoas trocassem o tempo que passariam com Machado de Assis por mim.
Toda vez que pego o teclado para expor essas parcas (ou porcas?) idéias neste blog, sinto um constrangimento digno daqueles que já leram o suficiente para saber que morrerão sem ter lido a maior parte das obras mais geniais que já escreveram. E mais! Talvez nem nunca tomem conhecimento da existência das mesmas. Então me pego pensando nas pessoas que, mui cruelmente, assassinam árvores para publicar livros que para sustentar teorias que dariam, no máximo, para um happy hour.
Mas, afinal, o que seríamos de nós se não fossem alguns "pretensiosos" de coragem para deixar vivas em suas obras o que hoje admiramos. Cabe a cada um de saber apenas qual nível de pretensão estamos dispostos a aceitar... e por onde começar.
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Um comentário:
É por essas e outras que nenhum anônimo vai levar meu amor de você!
Acredito também que eu vou morrer sem ter lido tudo que eu gostaria, sabe? Por isso a gente tem que selecionar o que nos é mais importante... Tem mta coisa boa vindo por aí, mas também tem muita m****!
Beijos
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