15 julho, 2008

O poder do SE

Estava assistindo ao "Irritando Fernanda Young" quando a entrevistadora que dá nome ao programa questionou o ator José Wilker se o Brasil seria melhor se os holandeses não tivessem sido expulsos daqui.

Confesso que me peguei pensando como seria SE os invasores laranjas tivessem ficado e fundado, sei lá, uma Nova Iorque tupiniquim. Imaginei um musical da "Bróduei" em português... se bem que não falaríamos português... hum... Seríamos mais felizes? Talvez tivessemos piadas de holandeses. Ou, talvez não gostássemos de piadas.

Engraçado como sempre ficamos com a melhor parte do SE. Claro que seria ótimo ter uma cidade nos moldes de Nova Iorque aqui, mas eu gostaria de usar tamanco para trabalhar?

Só pensamos no SE quando achamos que as coisas dão errado. Ninguém agredece a sorte de ter pisado a dois milímetros do cocô. Mas quando acertamos a lama em cheio eis o que acontece:

- putz, SE eu tivesse visto...
- SE esses donos fossem mais responsáveis com seus animais
- SE cachorro não cagasse...

E outras milhões de possibilidades que jamais saberemos como seriam porque, simplesmente, o SE não existe... ele não aconteceu e, dadas as milhões de variáveis possíveis - desde a direção do vento ao batimento cardíaco - nunca nos será possível saber como teria sido a outra opção.

Vemos pessoas (principalmente nos espelhos) que se angustiam por não saber como teriam sido as coisas se, no passado, algo tivesse acontecido de maneira diferente. Sofrem com o SE como SE tivessem sempre tomado o pior caminho.

E angústia, perdoe-me, vale porra nenhuma! Este sentimento só nos faz sentir pior pelo que não somos; onde não fomos e com quem não estamos. E sem saber SE, caso estivéssemos onde achamos que queríamos, não estaríamos desejando a vida que temos hoje.'

Portanto, na próxima vez que estiver sendo seguido pelos SE's da sua vida. Pare, encare-os de frente e dê-lhes um ainda mais poderoso adendo: FODA-SE!

2 comentários:

.Ná. disse...

Foi pra mim, né?! ahaha
Apesar que as minhas ultimas decisões foram mais acertadas, porém, SE eu nao tivesse tomado, teria ido àquele lugar lá, sabe? ahahaha
Bjos

Rafa. disse...

Não gosto de Fernanda Young, mas SE gostasse, talvez diria que ela é um pouco irritante demais, como não gosto, apenas me preservo dela. =D Brincadeira...

Tem um amigo que diz "SE: conjunção atrapalhativa". E acho q resume bem o seu post.

Qto a pergunta de Fernanda, a alguns meses atrás a mesma pergunta foi feita pra Eduardo Bueno, não por ela, claro. E ele, como jornalista, escritor e "historiador" traça um paralelo interessante entre esse mundo subjetivo da suposição e a nossa realidade. Se eu achar a indico por aqui. Li em alguma revista...

Rafa, Ela.