Você nasceu para o mundo ou mundo nasceu para você?
Depende. Se o meu nome fosse Narciso é possível que cogitasse a segunda opção.
Levar pessoas a acreditar que tudo que aí está faz parte de uma organização ao redor dela chega a ser cruel. Um dia este indivíduo vai ver que, com ou seu ela, os leões vão continuar correndo atras das zebras, os gatos a fazer barulho nos telhados e cachorros a defecar na rua.
E quando as coisas derem errado? Terão sido parte de uma conspiração contra a pessoa mais importante? Evidente que não!
Enquanto cientistas debatem a possibilidade do nosso universo inteiro ser uma verruga no rabo de um rinoceronte, querem fazer acreditar que o eixo do mundo é um umbigo sujo em algum cantão por aí.
É muita inocência acreditar que este singelo planeta vem se moldando a millhões de anos somente para receber UM hóspede ilustre que mora em uma casa sem pintura. Que os dinossauros tiveram por aqui para pisar o chão, as guerras para dar histórias sangrentas para os filmes e a histórias de amor de outros para que você possa invejar a algo, já que a sua nunca acontecerá.
E se mais de uma pessoa acreditar que o mundo e dela? Será o caos! Não há como o universo sustentar duas conspirações ao mesmo tempo.
Fica muito mais fácil se nos imaginarmos um cocô de mosca. Nossos atos irresponsáveis - e, portanto, mais divertidos - deixarão cicatrizes menores na sociedade e menos nomes para que as próximas gerações amaldicioem durante as provas de história.
Eu nasci para o mundo.
*Otto é um alterego recém-e-mal-criado, que tem como hábito responder perguntas retóricas.
24 julho, 2008
No início era o pó.
Começara diferente da maioria dos jovens, que antes de se darem a drogas mais pesadas descobrem a bebida, a maconha, o orégano ou qualquer outra coisa que possa fazê-los parecer mais legais diante dos colegas.
Sabia mais de uma dezena de sinônimos para o hábito que ceifara alguns anos de sua vida e liberdade. Extremente habilidoso no que chamava de arte, sabia, inclusive, o quanto poderia misturar no extrato sem que ninguém percebesse. Era um especialista em auto-destruição.
Se soubesse que um dia seria tão bom em algo como é na lida da cocaína, certamente nunca teria pedido em suas preces ter uma carreira invejável.
Sabia mais de uma dezena de sinônimos para o hábito que ceifara alguns anos de sua vida e liberdade. Extremente habilidoso no que chamava de arte, sabia, inclusive, o quanto poderia misturar no extrato sem que ninguém percebesse. Era um especialista em auto-destruição.
Se soubesse que um dia seria tão bom em algo como é na lida da cocaína, certamente nunca teria pedido em suas preces ter uma carreira invejável.
18 julho, 2008
O povo e sua memória curta
Sou católico apostólico romano. Fiz catequese, primeira comunhão, crisma. Já me confessei sozinho e em grupo. Já fui até coroinha! Só não contrai matrimônio porque "contrair" me lembra doença e masoquista eu não sou!
Agora, uma coisa me incomoda de verdade. E justo na Páscoa, data mais importante da Igreja Católica! Toda sexta-feira santa, enquanto a Globo passa algum filme sobre a paixão de Cristo para diminuir a culpa de quem resolveu ficar em casa ao invés de ir a igreja, exatamente às 15 horas na paróquia mais próxima da sua casa acontece a representação via crucis.
Neste pequeno teatro, o padre fica com o papel de Pilatos, o juiz gente boa que resolveu dar uma chance pra Jesus só pra poder se imortalizar com uma frase que estampa a pia de todo banheiro de lanchonete.
Já o comentarista fica responsável por fazer o papel, pasme, do narrador. Ele é uma espécie de companheiro do saudoso Aparício que o Renato Aragão fazia na época dos Trapalhões. Ou seja, é uma voz-terceira-pessoa que conta tudo que aconteceu naquela fatídica tarde.
E, por último e, certamente, menos importante o povo, na brilhante atuação de... povo!
Até aí, beleza. Sem crise em ser figurante da paixão de Cristo. O que me pega é que há dois mil anos repetimos a mesma coisa. Não fica nem um espacinho para tentar diferente! Aí depois o pessoal reclama que o ano ta sendo uma droga, como o tempo ta passando rápido, ta tudo pela "hora da morte". Claro!
Há 2.000 anos mandamos soltar o cara errado!
Todo ano é a mesma coisa:
-Quem vocês querem que eu solte?
- Solte Barrabás! - Diz a massa enlouquecida.
Puta merda! É nessa hora que me revolto. Na boa? Me recuso a responder isso. Putz... tudo bem que os ancestrais tenham caído na cilada e tenham mandado mal na escolha. Liberaram o bandido e deixaram o hippão lá. 50% de chance de fazer besteira... e fizeram!
Mas pô, no ano seguinte já dava pra ter corrigido a cagada. Ficam parecendo os macaquinhos da história que respondem "não sei, mas aqui sempre foi assim" quando questionados sobre o motivo pelo qual batiam nos novos companheiros que tentam pegar as bananas.
Por isso que nem ligo mais quando tantos políticos roubam, tramóiam e achincalham com qualquer possibilidade de democracia. Há anos erramos na escolha mais óbvia! E enquanto alguns lavam suas mãos com propina e Perrier, não há porque pararmos de escolher o bandido.
Agora, uma coisa me incomoda de verdade. E justo na Páscoa, data mais importante da Igreja Católica! Toda sexta-feira santa, enquanto a Globo passa algum filme sobre a paixão de Cristo para diminuir a culpa de quem resolveu ficar em casa ao invés de ir a igreja, exatamente às 15 horas na paróquia mais próxima da sua casa acontece a representação via crucis.
Neste pequeno teatro, o padre fica com o papel de Pilatos, o juiz gente boa que resolveu dar uma chance pra Jesus só pra poder se imortalizar com uma frase que estampa a pia de todo banheiro de lanchonete.
Já o comentarista fica responsável por fazer o papel, pasme, do narrador. Ele é uma espécie de companheiro do saudoso Aparício que o Renato Aragão fazia na época dos Trapalhões. Ou seja, é uma voz-terceira-pessoa que conta tudo que aconteceu naquela fatídica tarde.
E, por último e, certamente, menos importante o povo, na brilhante atuação de... povo!
Até aí, beleza. Sem crise em ser figurante da paixão de Cristo. O que me pega é que há dois mil anos repetimos a mesma coisa. Não fica nem um espacinho para tentar diferente! Aí depois o pessoal reclama que o ano ta sendo uma droga, como o tempo ta passando rápido, ta tudo pela "hora da morte". Claro!
Há 2.000 anos mandamos soltar o cara errado!
Todo ano é a mesma coisa:
-Quem vocês querem que eu solte?
- Solte Barrabás! - Diz a massa enlouquecida.
Puta merda! É nessa hora que me revolto. Na boa? Me recuso a responder isso. Putz... tudo bem que os ancestrais tenham caído na cilada e tenham mandado mal na escolha. Liberaram o bandido e deixaram o hippão lá. 50% de chance de fazer besteira... e fizeram!
Mas pô, no ano seguinte já dava pra ter corrigido a cagada. Ficam parecendo os macaquinhos da história que respondem "não sei, mas aqui sempre foi assim" quando questionados sobre o motivo pelo qual batiam nos novos companheiros que tentam pegar as bananas.
Por isso que nem ligo mais quando tantos políticos roubam, tramóiam e achincalham com qualquer possibilidade de democracia. Há anos erramos na escolha mais óbvia! E enquanto alguns lavam suas mãos com propina e Perrier, não há porque pararmos de escolher o bandido.
17 julho, 2008
Literatus
Escrever é de uma tremenda pretensão.
Todo mês é lançada no mercado uma quantidade bastante grande de novos livros. Seria impossível, até mesmo para um especialista em leitura dinâmica, acompanhar todas as novidades que o mercado editorial produz.
Claro que existem os livros do estilo quem-leu-um-leu-todos, mas ainda assim o número de títulos existes não fica menos assustador. É muito livro, mesmo se formos considerar os "essenciais".
Por isso jamais reclamei da audiência deste blog. Eu me sentiria péssimo em saber que fiz com que muitas pessoas trocassem o tempo que passariam com Machado de Assis por mim.
Toda vez que pego o teclado para expor essas parcas (ou porcas?) idéias neste blog, sinto um constrangimento digno daqueles que já leram o suficiente para saber que morrerão sem ter lido a maior parte das obras mais geniais que já escreveram. E mais! Talvez nem nunca tomem conhecimento da existência das mesmas. Então me pego pensando nas pessoas que, mui cruelmente, assassinam árvores para publicar livros que para sustentar teorias que dariam, no máximo, para um happy hour.
Mas, afinal, o que seríamos de nós se não fossem alguns "pretensiosos" de coragem para deixar vivas em suas obras o que hoje admiramos. Cabe a cada um de saber apenas qual nível de pretensão estamos dispostos a aceitar... e por onde começar.
Todo mês é lançada no mercado uma quantidade bastante grande de novos livros. Seria impossível, até mesmo para um especialista em leitura dinâmica, acompanhar todas as novidades que o mercado editorial produz.
Claro que existem os livros do estilo quem-leu-um-leu-todos, mas ainda assim o número de títulos existes não fica menos assustador. É muito livro, mesmo se formos considerar os "essenciais".
Por isso jamais reclamei da audiência deste blog. Eu me sentiria péssimo em saber que fiz com que muitas pessoas trocassem o tempo que passariam com Machado de Assis por mim.
Toda vez que pego o teclado para expor essas parcas (ou porcas?) idéias neste blog, sinto um constrangimento digno daqueles que já leram o suficiente para saber que morrerão sem ter lido a maior parte das obras mais geniais que já escreveram. E mais! Talvez nem nunca tomem conhecimento da existência das mesmas. Então me pego pensando nas pessoas que, mui cruelmente, assassinam árvores para publicar livros que para sustentar teorias que dariam, no máximo, para um happy hour.
Mas, afinal, o que seríamos de nós se não fossem alguns "pretensiosos" de coragem para deixar vivas em suas obras o que hoje admiramos. Cabe a cada um de saber apenas qual nível de pretensão estamos dispostos a aceitar... e por onde começar.
15 julho, 2008
O poder do SE
Estava assistindo ao "Irritando Fernanda Young" quando a entrevistadora que dá nome ao programa questionou o ator José Wilker se o Brasil seria melhor se os holandeses não tivessem sido expulsos daqui.
Confesso que me peguei pensando como seria SE os invasores laranjas tivessem ficado e fundado, sei lá, uma Nova Iorque tupiniquim. Imaginei um musical da "Bróduei" em português... se bem que não falaríamos português... hum... Seríamos mais felizes? Talvez tivessemos piadas de holandeses. Ou, talvez não gostássemos de piadas.
Engraçado como sempre ficamos com a melhor parte do SE. Claro que seria ótimo ter uma cidade nos moldes de Nova Iorque aqui, mas eu gostaria de usar tamanco para trabalhar?
Só pensamos no SE quando achamos que as coisas dão errado. Ninguém agredece a sorte de ter pisado a dois milímetros do cocô. Mas quando acertamos a lama em cheio eis o que acontece:
- putz, SE eu tivesse visto...
- SE esses donos fossem mais responsáveis com seus animais
- SE cachorro não cagasse...
E outras milhões de possibilidades que jamais saberemos como seriam porque, simplesmente, o SE não existe... ele não aconteceu e, dadas as milhões de variáveis possíveis - desde a direção do vento ao batimento cardíaco - nunca nos será possível saber como teria sido a outra opção.
Vemos pessoas (principalmente nos espelhos) que se angustiam por não saber como teriam sido as coisas se, no passado, algo tivesse acontecido de maneira diferente. Sofrem com o SE como SE tivessem sempre tomado o pior caminho.
E angústia, perdoe-me, vale porra nenhuma! Este sentimento só nos faz sentir pior pelo que não somos; onde não fomos e com quem não estamos. E sem saber SE, caso estivéssemos onde achamos que queríamos, não estaríamos desejando a vida que temos hoje.'
Portanto, na próxima vez que estiver sendo seguido pelos SE's da sua vida. Pare, encare-os de frente e dê-lhes um ainda mais poderoso adendo: FODA-SE!
Confesso que me peguei pensando como seria SE os invasores laranjas tivessem ficado e fundado, sei lá, uma Nova Iorque tupiniquim. Imaginei um musical da "Bróduei" em português... se bem que não falaríamos português... hum... Seríamos mais felizes? Talvez tivessemos piadas de holandeses. Ou, talvez não gostássemos de piadas.
Engraçado como sempre ficamos com a melhor parte do SE. Claro que seria ótimo ter uma cidade nos moldes de Nova Iorque aqui, mas eu gostaria de usar tamanco para trabalhar?
Só pensamos no SE quando achamos que as coisas dão errado. Ninguém agredece a sorte de ter pisado a dois milímetros do cocô. Mas quando acertamos a lama em cheio eis o que acontece:
- putz, SE eu tivesse visto...
- SE esses donos fossem mais responsáveis com seus animais
- SE cachorro não cagasse...
E outras milhões de possibilidades que jamais saberemos como seriam porque, simplesmente, o SE não existe... ele não aconteceu e, dadas as milhões de variáveis possíveis - desde a direção do vento ao batimento cardíaco - nunca nos será possível saber como teria sido a outra opção.
Vemos pessoas (principalmente nos espelhos) que se angustiam por não saber como teriam sido as coisas se, no passado, algo tivesse acontecido de maneira diferente. Sofrem com o SE como SE tivessem sempre tomado o pior caminho.
E angústia, perdoe-me, vale porra nenhuma! Este sentimento só nos faz sentir pior pelo que não somos; onde não fomos e com quem não estamos. E sem saber SE, caso estivéssemos onde achamos que queríamos, não estaríamos desejando a vida que temos hoje.'
Portanto, na próxima vez que estiver sendo seguido pelos SE's da sua vida. Pare, encare-os de frente e dê-lhes um ainda mais poderoso adendo: FODA-SE!
14 julho, 2008
Culpa católica
Hoje pela manhã, enquanto caminhava para o trabalho pensando no que faria se ganhasse sozinho um prêmio da loteria, fui parado por um senhor muito sorridente que carregava algumas ferramentas sujas de terra e me perguntava por um endereço rabiscado em um pedaço de papel. Nesta anotação constava o esclarecedor nome de "Abrigo Dona Glorinha". Dei a informação ao mesmo tempo que tentava disfarçar o mal estar de ter associado minha felicidade ao status de milionário enquanto era abordado por um homem para quem o valor do bilhete já faria enorme diferença na qualidade (ou quantidade) da sua alimentação neste dia.
Nos despedimos com sorrisos de gratidão. Ele pela informação. Eu pela lição.
Nos despedimos com sorrisos de gratidão. Ele pela informação. Eu pela lição.
12 julho, 2008
Não eu.
"Não tive filhos, não transmiti o legado da nossa miséria".
Cem anos antes de eu nascer, Machado de Assis terminava assim o clássico Memórias Póstumas de Bras Cubas. Com isso, o autor usava a voz de um pobre defunto para chocar uma sociedade na qual era absurdamente incomum que um homem não tivesse filhos - a não ser que tivesse problemas mentais ou fosse padre.
Hoje em dia não ter herdeiros já se tornou banal. Uns resolvem não ter filhos por estética, outros por egoísmo e alguns por falta de dinheiro - e aí não importa quanto têm.
A minha "desculpa" para não querer ver uma miniatura minha correndo por aí é outra: chamo de "consciencietização". Mas também podem chamar de medo, covardia ou pré-depressão mesmo.
Lendo assim, imagino que quando Cubas diz que não trasnsmitiu "adiante o legado de NOSSA miséria", ele não se referia a uma possível característica física que passaria adiante aos seus descendentes. Não! Ele falava da miséria que assola a todos. Sua questão não era se seus filhos teriam o mesmo nariz que talvez tenha lhe rendido algum apelido colégio. Seu questionamento era se viveriam em uma sociedade onde ainda existiriam apelidos no colégio para crianças com um nariz diferente.
Em um país (ou será o mundo?) que não respeita as crianças. Onde Isabellas, Joãos Hélios e Robertos são tratados como bagagem em avião é que não quero ver uma pessoa indefesa que me faria rever minhas contas, meus planos e sonhos, que acabaria com meu "sono de pedra"- seja pelo choro, seja por outra qualquer pequena-grande preocupação...
Não quero precisar pensar que o jovem agredido porque torce para um outro time poderia ser meu filho. Não, não preciso ter uma noção exata da dor de enterrar um filho com a sua roupa de super herói antes mesmo dele ter idade para descobrir que aquilo é apenas uma fantasia . Jamais quero precisar saber como é sair da minha tribo para reconhecer o corpo carbonizado de meu rebento que precisou descansar em um banco de uma praça!
E pensar que, ainda assim, chamamos de primitivos os índios. Mas, pelo que sei, estes se agachavam para falar com as crianças para que não ficassem em uma posição de inferioridade. Isso sem falar das tribos nas quais todos os pequenos chamavam os adultos de pai. E não por não saberem ao certo quem o era de fato, mas porque isso não importava, pois todos guardavam iguais responsabilidades com aqueles que seriam o futuro da sua sociedade.
Por medo desse mundo que se desenha é que declaro que jamais serei pai!
E mantenho assim minha convicção até o dia que um ultrassom mostre os contornos daquele que me fará rever minhas contas, planos sonhos e, principalmente, convicções. E me faça, de fato, sentir que nenhuma "miséria" do mundo se compara a tristeza de um lar sem uma criança.
Cem anos antes de eu nascer, Machado de Assis terminava assim o clássico Memórias Póstumas de Bras Cubas. Com isso, o autor usava a voz de um pobre defunto para chocar uma sociedade na qual era absurdamente incomum que um homem não tivesse filhos - a não ser que tivesse problemas mentais ou fosse padre.
Hoje em dia não ter herdeiros já se tornou banal. Uns resolvem não ter filhos por estética, outros por egoísmo e alguns por falta de dinheiro - e aí não importa quanto têm.
A minha "desculpa" para não querer ver uma miniatura minha correndo por aí é outra: chamo de "consciencietização". Mas também podem chamar de medo, covardia ou pré-depressão mesmo.
Lendo assim, imagino que quando Cubas diz que não trasnsmitiu "adiante o legado de NOSSA miséria", ele não se referia a uma possível característica física que passaria adiante aos seus descendentes. Não! Ele falava da miséria que assola a todos. Sua questão não era se seus filhos teriam o mesmo nariz que talvez tenha lhe rendido algum apelido colégio. Seu questionamento era se viveriam em uma sociedade onde ainda existiriam apelidos no colégio para crianças com um nariz diferente.
Em um país (ou será o mundo?) que não respeita as crianças. Onde Isabellas, Joãos Hélios e Robertos são tratados como bagagem em avião é que não quero ver uma pessoa indefesa que me faria rever minhas contas, meus planos e sonhos, que acabaria com meu "sono de pedra"- seja pelo choro, seja por outra qualquer pequena-grande preocupação...
Não quero precisar pensar que o jovem agredido porque torce para um outro time poderia ser meu filho. Não, não preciso ter uma noção exata da dor de enterrar um filho com a sua roupa de super herói antes mesmo dele ter idade para descobrir que aquilo é apenas uma fantasia . Jamais quero precisar saber como é sair da minha tribo para reconhecer o corpo carbonizado de meu rebento que precisou descansar em um banco de uma praça!
E pensar que, ainda assim, chamamos de primitivos os índios. Mas, pelo que sei, estes se agachavam para falar com as crianças para que não ficassem em uma posição de inferioridade. Isso sem falar das tribos nas quais todos os pequenos chamavam os adultos de pai. E não por não saberem ao certo quem o era de fato, mas porque isso não importava, pois todos guardavam iguais responsabilidades com aqueles que seriam o futuro da sua sociedade.
Por medo desse mundo que se desenha é que declaro que jamais serei pai!
E mantenho assim minha convicção até o dia que um ultrassom mostre os contornos daquele que me fará rever minhas contas, planos sonhos e, principalmente, convicções. E me faça, de fato, sentir que nenhuma "miséria" do mundo se compara a tristeza de um lar sem uma criança.
18 maio, 2008
Promoção e pra mocinha!
Fato relevante 1: este blog está abandonado!
Fato relevante 2: de graça até ônibus errado!
Fato relevante 3: o prêmio foi aberto mas tá limpinho!
Considerando as três afirmações acima é que resolvi me candidatar ao suntuoso prêmio da promoção "prove que sua mãe é de outra geração"ou... “Responda à pergunta SemCriatividade no seu blog também e concorra a dois pen drives!”
Ok... o texto introdutório não faz muito sentido, mas se formos considerar o nível dos outros candidatos, jamais eu vencerei se não puser uma boa dose de non sense na história... certo, Ná (http://sodacausticaeguarana.blogspot.com/)?
Então, sem mais delongas, lá vai minha resposta à pergunta ainda não divulgada:
“O que sua mãe faria com um pen drive?”
Certamente o lavaria junto com qualquer outro papel que eu tivesse inadvertidamente esquecido no bolso da calça.
Até!
Fato relevante 2: de graça até ônibus errado!
Fato relevante 3: o prêmio foi aberto mas tá limpinho!
Considerando as três afirmações acima é que resolvi me candidatar ao suntuoso prêmio da promoção "prove que sua mãe é de outra geração"ou... “Responda à pergunta SemCriatividade no seu blog também e concorra a dois pen drives!”
Ok... o texto introdutório não faz muito sentido, mas se formos considerar o nível dos outros candidatos, jamais eu vencerei se não puser uma boa dose de non sense na história... certo, Ná (http://sodacausticaeguarana.blogspot.com/)?
Então, sem mais delongas, lá vai minha resposta à pergunta ainda não divulgada:
“O que sua mãe faria com um pen drive?”
Certamente o lavaria junto com qualquer outro papel que eu tivesse inadvertidamente esquecido no bolso da calça.
Até!
10 maio, 2008
Mãe
Minha mãe me ensinou a lidar com a dureza da vida da melhor maneira: com exemplos.
A medida que envelheço é que entendo a quantidade de coisas que ela abriu mão minha causa e de meus irmãos. Se hoje tolero os sacrifícios com algum pequeno traço de humor é porque tenho a certeza de já fizeram isso por mim com um largo sorriso no rosto.
Espero te dar todo orgulho mundo, sempre!
Te amo!
A medida que envelheço é que entendo a quantidade de coisas que ela abriu mão minha causa e de meus irmãos. Se hoje tolero os sacrifícios com algum pequeno traço de humor é porque tenho a certeza de já fizeram isso por mim com um largo sorriso no rosto.
Espero te dar todo orgulho mundo, sempre!
Te amo!
melancolia
Tu jamais terás completa noção da sorte que tens em ser você. Assim não precisa se afastar de uma pessoa tão admirável.
sinto saudades.
sinto saudades.
06 maio, 2008
Ponto de vista.
Prática comum entre muitos povos desde a antiguidade até os dias de hoje, como uma forma de agradecer aos deuses, o sacrifício é o ápice de cerimônias religiosas, é uma festa ritmada por música, canto, dança, bebidas e comida, que se estendem por dias.
Exceto para o sacrificado.
Assinar:
Postagens (Atom)